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Residência De Excelência

Residência de Excelência

Recriado em 2010, o serviço de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) já formou 10 residentes na especialidade e tem outros seis em treinamento

Por Madson de Moraes

Foi por ter se identificado com os professores da disciplina de cirurgia plástica quando ainda era residente na especialidade de cirurgia geral em Cuiabá, em Mato Grosso, onde nasceu, que a médica Caroline Silva Costa de Almeida, de 27 anos, optou por fazer a residência médica (RM) em cirurgia plástica. “No decorrer da RM em cirurgia geral [obrigatória para fazer a residência em cirurgia plástica], comecei a perceber que a cirurgia plástica era uma área ampla e mais encantadora do que eu imaginava”, conta a médica, que atualmente é residente no Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Já Kelson Kawamura, natural de Foz do Iguaçu, no Paraná, escolheu a cirurgia plástica pela satisfação em poder resgatar a autoestima dos pacientes. “Sempre almejei ser cirurgião plástico. Fico muito feliz em restaurar a autoestima dos pacientes, tanto nos casos estéticos quanto reparadores. A gratidão deles é imensa. Sinto-me realizado profissionalmente”, afirma o paranaense, que está no terceiro ano da residência no Serviço do HC-UFPE.

Ambos estudam em uma das residências médicas mais antigas da região nordeste do País. O embrião do Serviço de Cirurgia Plástica do HC foi criado na década de 1970. O responsável pela criação do Serviço na UFPE foi o Prof. Dr. Perseu Lemos, falecido em 2015, um dos cirurgiões plásticos que impulsionaram o ensino da especialidade em Pernambuco. Na época, Lemos, que estagiou com o Prof. Dr. José Rebello Netto, na época o maior nome da especialidade no Brasil, defendeu, pela primeira vez, uma tese de cirurgia plástica em Pernambuco, no concurso público para professor assistente da UFPE, resultando na criação da  então chamada “área de ensino de cirurgia plástica”, que ganharia, ainda na década de 1970, o credenciamento pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

“Temos uma relação muito próxima com a mastologia, dermatologia, ortopedia e cirurgia de cabeça e pescoço. Nossa residência em cirurgia plástica dá uma formação completa aos residentes.”

Dr. Rafael Anlicoara
Chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do HC da UFPE

No entanto, o Serviço ficou 20 anos sem ter um residente, até que, em 2010, sob a batuta do Prof. Dr. Antonio Carlos Braga, o HC abriu novamente suas portas para residentes de todo o País. Segundo o atual chefe do Serviço, Dr. Rafael Anlicoara, a primeira turma de cirurgiões plásticos após a recriação da RM no HC foi formada em 2013. Desde então, cinco turmas já foram formadas, totalizando 10 profissionais. Atualmente, seis residentes em cirurgia plástica atuam no Serviço.

“Recebemos residentes do Brasil todo. Atualmente, temos residentes do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, por exemplo. Nossa residência médica é bem diversificada: estamos em um hospital universitário e fazemos cirurgias em quase todas as áreas da especialidade. Temos uma relação muito próxima com a mastologia, dermatologia, ortopedia e cirurgia de cabeça e pescoço. Nossa residência em cirurgia plástica dá uma formação completa aos residentes”, ressalta o chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do HC da UFPE.

Por ano, são duas vagas de residência abertas. O processo seletivo é realizado por meio de seleção única da Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Pernambuco (SES-PE) e as bolsas são pagas pelo Ministério da Educação (MEC). “Nossas duas vagas anuais costumam ser bastante competitivas. Hoje em dia, a média de concorrência aqui é de 15 candidatos por vaga”, afirma Anlicoara.

O Hospital das Clínicas da UFPE tem, atualmente, 42 programas de residência médica credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

ROTINA INTENSA PARAOS RESIDENTES

Os residentes têm um treinamento intenso: durante as manhãs, eles atendem nos ambulatórios da cirurgia plástica e, à tarde, são realizadas as cirurgias. No total, são 10 horários cirúrgicos disponíveis durante a semana, além das necessidades das demais clínicas do hospital. Há ainda reunião clínica todas as terças-feiras, quando são discutidos temas relacionados à especialidade, sempre com apresentações dos residentes, desde artigos científicos até seminários. As cirurgias mais comuns no Serviço são mamoplastias redutoras, abdominoplastias, exérese de tumores de pele com rotação de retalhos e reconstruções de mama.  Também são realizadas as demais cirurgias estéticas, cirurgias plásticas pós-bariátricas, cirurgias em pacientes transexuais, retalhos para reparação de feridas, entre tantas outras.

Atualmente, são nove preceptores que ensinam no Serviço com as mais diversas formações de todo o Brasil. “Cada professor nosso foi de um Serviço diferente e, com isso, conseguimos daruma formação bem ampla para nossos residentes. Temos estágios obrigatórios no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP) e Hospital de Queimados. São hospitais associados ao nosso”, explica Anlicoara. O Serviço recebe estudantes de medicina e cirurgiões gerais para estágios obrigatórios, bem como organiza a Liga Acadêmica de Cirurgia Plástica.

Segundo a residente Caroline Silva Costa de Almeida, os residentes assistem diariamente a pré e pós-operatórios e participam de todas as cirurgias. “Operamos muito no decorrer da residência. Um cirurgião plástico precisa acumular esse mínimo de experiência para ser competente no que faz, isto é, conhecer as complicações, saber manusear as intercorrências e obter um resultado satisfatório.

A residência médica em cirurgia plástica é mandatória para quem quer atuar com responsabilidade na área justamente por ser um treinamento que dura três anos intensos”, afirma. “Como residente do terceiro ano, visito os pacientes que operei no dia anterior, vou ao ambulatório diariamente pela manhã e realizo cirurgias diariamente no período da tarde. A rotina de atendimentos e cirurgias é intensa”, relata o residente Kelson Kawamura.

O QUE PODE MELHORAR NO SERVIÇO?

Na avaliação do cirurgião plástico Rafael Anlicoara, uma das possibilidades de melhorar ainda mais a residência médica no HC da UFPE é ter mais horários cirúrgicos para os residentes. “Desde a aprovação de nossa residência, já aumentamos em 40% nossas atividades, o que tem permitido uma melhora gradual do Serviço. Apesar de achar que nosso número é suficiente, poderíamos ter um número maior”, relata o chefe do Serviço. Além disso, ele gostaria de reforçar a importância de todos os serviços do Brasil enviarem a estatística cirúrgica à SBCP. “Isso é fundamental para o aperfeiçoamento e desenvolvimento das RMs em cirurgia plástica.”

 

Fonte: SBCP Blog

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